Pílula anticoncepcional

A primeira pílula anticoncepcional foi lançada em 1960. Apesar de representar um importante avanço nos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, o medicamento continha altas doses de hormônios, causando muitos efeitos colaterais desagradáveis, como enjoos e alterações de humor.

Representantes de movimentos feministas da Europa e dos Estados Unidos começaram, então, a cobrar da indústria farmacêutica mais estudos sobre os possíveis riscos da pílula. Hoje, a maior parte dos anticoncepcionais orais disponíveis no mercado possui doses bem mais baixas de hormônios, mas ainda assim podem ser perigosos.

De acordo com estudos recentes, os contraceptivos orais podem causar resistência a proteínas anticoagulantes naturais do organismo. Com isso, o sistema circulatório fica desequilibrado, o que favorece a formação de coágulos e, consequentemente, eleva os riscos de trombose.

Escolhendo a melhor forma de contracepção

O uso de qualquer método contraceptivo deve ser sempre orientado por um médico. Ao considerar adotar a pílula, a mulher deve levar em conta os benefícios e riscos que o produto pode trazer. Um dos principais fatores para repensar o uso da pílula é a presença do histórico de doenças circulatórias e cardiovasculares na família.

Além disso, circunstâncias que causam imobilização, como paralisia, aumentam a chance de desenvolver o problema, pois prejudicam a circulação do sangue. Obesidade, diabetes e hipertensão são outros fatores de risco.

Se a única finalidade da pílula para a mulher for a contracepção, é interessante pensar em outros métodos não-hormonais, como o DIU de cobre e o diafragma. O uso de preservativo é sempre indicado, já que também protege os parceiros de infecções sexualmente transmissíveis. 

Em alguns casos, no entanto, a pílula anticoncepcional pode ser indicada para aliviar os sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) ou as cólicas intensas. Nesse caso, uma possibilidade são as chamadas “minipílulas”, que possuem apenas progesterona em sua formulação e, por isso, não são consideradas perigosas.

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