Trauma Vascular

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O trauma vascular é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Aqui no Brasil, milhares de pessoas morrem ou ficam incapacitadas todos os anos devido a essas lesões, causadas principalmente por acidentes de trânsito e de trabalho. Entre as causas mais comuns de traumas vasculares também estão os ferimentos causados por armas de fogo e armas brancas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, essa é a segunda causa morte no mundo e a primeira entre as pessoas que têm até 40 anos de idade. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil gasta cerca de R$ 9 bilhões por ano com o atendimento de casos de trauma vascular – quase um terço de todo o investimento em saúde pública no país. Os custos envolvem cirurgia, UTI e serviços de reabilitação

A perda da integridade dos vasos sanguíneos e linfáticos leva à interrupção abrupta do suprimento de oxigênio para os tecidos, causando sua morte. Para reduzir as complicações após o trauma vascular, é essencial que a falta de circulação de sangue nos órgãos ou membros seja tratada o mais rápido possível.

O diagnóstico normalmente é simples, realizado pela presença de hemorragia na área lesada, hematoma, diminuição da temperatura e palidez do membro afetado. A localização e o agente causador do ferimento, além de outras lesões associadas a ele, como as neurológicas, ósseas e articulares, determinam o quadro clínico do paciente.

Após sofrer um trauma vascular, o paciente deve ser transferido o quanto antes para um hospital onde tenha cirurgião vascular de plantão, para que a lesão seja corrigida no tempo adequado. O atendimento rápido melhora as condições de reabilitação do paciente e evita complicações, desde limitações funcionais até a perda do membro. A amputação primária só é considerada quando há risco de morte do paciente.

 

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